A declaração do Imposto de Renda 2026 se aproxima e as dúvidas sobre como declarar investimentos são comuns. Especialistas orientam sobre o preenchimento correto para poupança, renda fixa e renda variável.
Para quem é obrigado a declarar, é fundamental informar todos os rendimentos e saldos de aplicações financeiras. Os informes de rendimento, fornecidos pelas instituições financeiras ou disponíveis em aplicativos bancários, são a base para o preenchimento. Todos os investimentos devem ser listados na ficha de Bens e Direitos.
Investimentos como poupança, LCI, LCA, CRI e CRA são isentos de Imposto de Renda. Para declará-los, acesse a ficha de rendimentos isentos e não tributáveis, informe o tipo de rendimento, o CNPJ e o valor total recebido.
Já investimentos como CDB têm lucro tributado. Os rendimentos sujeitos à tributação exclusiva e definitiva devem ser declarados na ficha correspondente, informando o CNPJ e o nome da fonte pagadora.
Na renda variável, como ações, fundos e ETFs, a declaração exige atenção. Informe os saldos na ficha de Bens e Direitos, detalhando o custo de aquisição dos ativos, não o valor de mercado.
Os rendimentos de renda variável também devem ser declarados. Lucros com ações e dividendos até R$ 20 mil mensais vão para a ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis. Juros sobre capital próprio são declarados em Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva.
As alíquotas de tributação na renda variável variam conforme o tipo de investimento e o valor, podendo atingir 20%.