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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Desinformação sobre PL da Misoginia viraliza nas redes

Estudo do Observatório Lupa aponta que políticos de direita e influenciadores usaram narrativas falsas e IA para atacar o PL da Misoginia. O conteúdo viralizou com medo e teorias conspiratórias.

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Desinformação sobre PL da Misoginia viraliza nas redes

O Projeto de Lei da Misoginia tornou-se alvo de uma onda de desinformação nas redes sociais, orquestrada por políticos de direita, conforme revelou um estudo do Observatório Lupa. O levantamento identificou a disseminação de narrativas falsas, teorias conspiratórias e conteúdo gerado por inteligência artificial para atacar o PL, aprovado pelo Senado em março. Entre 24 de março e 30 de abril de 2026, foram monitoradas mais de 289 mil publicações no X, além de milhares de posts no Facebook, Instagram e Threads. O estudo destacou que o principal pico de desinformação ocorreu em 25 de março, impulsionado por um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que associou indevidamente o PL da Misoginia a outro projeto de lei. O vídeo alcançou mais de 751 mil visualizações em 24 horas antes de ser editado. Narrativas falsas populares incluíam a alegação de que o projeto restringiria a liberdade de expressão, poderia ser usado para "perseguir a direita" ou que perguntar sobre TPM a uma mulher levaria à prisão. O relatório também apontou o uso de IA para criar vídeos falsos sobre demissões em massa de mulheres ou a criminalização de trechos bíblicos. Atores influentes na disseminação dessas informações incluem os políticos Flávio Bolsonaro, Lucas Pavanato, o comentarista Caio Coppola e a influenciadora Babi Mendes. O estudo enfatiza que o PL, em sua essência, visa combater práticas discriminatórias contra mulheres que gerem constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida, distorcendo o debate público.

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