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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Desinformação sobre PL da Misoginia viraliza nas redes

Estudo do Observatório Lupa aponta onda de desinformação sobre o PL da Misoginia nas redes sociais, impulsionada por políticos e influenciadores de direita. Narrativas falsas alegam restrições à liberdade de expressão e criminalização de conversas cotidianas.

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Desinformação sobre PL da Misoginia viraliza nas redes

Políticos de direita e influenciadores digitais estão promovendo uma onda de desinformação sobre o Projeto de Lei da Misoginia (PL 896/2023), segundo um estudo divulgado pelo Observatório Lupa. O levantamento analisou centenas de milhares de publicações em redes sociais entre 24 de março e 30 de abril de 2026, identificando narrativas falsas, teorias conspiratórias e uso de inteligência artificial para atacar o projeto.

O PL, aprovado pelo Senado em março, define misoginia como a conduta que expressa ódio ou aversão às mulheres. Caso seja aprovado pela Câmara, o texto poderá incluir a "condição de mulher" na Lei do Racismo, prevendo pena de dois a cinco anos de prisão. A desinformação explorou principalmente o medo, com alegações de que o PL restringiria a liberdade de expressão, criminalizaria conversas cotidianas e até trechos da Bíblia, além de provocar "demissões em massa" de mulheres.

Um dos principais picos de engajamento foi registrado em 25 de março, após a aprovação no Senado, impulsionado por um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). No vídeo, Ferreira associou o PL da Misoginia a outro projeto de lei, que tratava da Política Nacional de Combate à Misoginia, mas não fazia parte do texto aprovado. A publicação alcançou mais de 751 mil visualizações em 24 horas antes de ser editada.

Entre os influenciadores na disseminação de desinformação estão o senador Flávio Bolsonaro (PL), o vereador Lucas Pavanato (PL), o comentarista Caio Coppola e a influenciadora Babi Mendes. O estudo também notou o crescimento de termos associados à cultura "redpill", que retrata o projeto como uma ameaça aos homens.

O estudo ressalta que as postagens distorcem o debate ao ignorar o ponto central do projeto: a misoginia, no escopo da proposta, está ligada a práticas discriminatórias que causem constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida em razão do gênero.

Fonte: Agência Brasil

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