A Alphabet, controladora do Google, emergiu como força dominante em inteligência artificial e ameaça ultrapassar a Nvidia em valor de mercado. A empresa de tecnologia, que já lidera em diversas frentes de IA, viu seu valor de mercado se aproximar de US$ 4,8 trilhões, competindo diretamente com a Nvidia, que atingiu US$ 5,2 trilhões.
Nos últimos seis meses, a Alphabet apresentou uma recuperação expressiva, com suas ações valorizando 43%, enquanto a Nvidia avançou apenas 6,3%. Analistas apontam a diversificação da Alphabet, que abrange negócios como Google Search, Google Cloud, YouTube e Waymo, como um diferencial estratégico. Além disso, a empresa desenvolveu o modelo de IA Gemini e investe na Anthropic, criadora do Claude.
Luke O’Neill, da CooksonPeirce Wealth Management, destaca a posição privilegiada da Alphabet na revolução da IA e sua diversificação como um trunfo. "A Alphabet é tão diversificada que, se um negócio enfraquece, os outros conseguem compensar", afirmou. A empresa já foi a maior do mercado no início de 2016.
A recente temporada de balanços reforçou o otimismo dos investidores. A Alphabet registrou crescimento acima do esperado em busca e nuvem, e seus chips de IA, as TPUs, tornaram-se um atrativo para clientes. A expectativa é que a receita com infraestrutura de TPUs atinja US$ 25 bilhões em 2027.
Apesar do entusiasmo do mercado, a sustentabilidade da alta das ações da Alphabet é vista com cautela por alguns analistas, com um preço-alvo médio indicando uma valorização de apenas 5,4% nos próximos 12 meses. A rápida evolução da IA e a concorrência acirrada representam desafios constantes.
Apesar das incertezas, a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, adquiriu participação na Alphabet no ano passado, sinalizando a confiança no potencial da empresa. Atualmente, as ações da Alphabet negociam a 28 vezes o lucro estimado, um patamar elevado, mas considerado justo por investidores como O’Neill.