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domingo, 18 de outubro de 2026

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Alphabet desafia Nvidia e mira topo do mercado global impulsionada por IA

Alphabet, dona do Google, avança em IA e disputa liderança global com Nvidia. Empresa diversificada e com forte ecossistema de produtos se aproxima do topo do mercado, impulsionada por chips e modelos de inteligência artificial.

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Alphabet desafia Nvidia e mira topo do mercado global impulsionada por IA

A Alphabet, holding do Google, consolida sua posição de liderança em inteligência artificial e ameaça superar a Nvidia como a maior empresa do mundo em valor de mercado. A empresa, antes vista como coadjuvante, agora domina diversos aspectos da tecnologia de IA.

Com um valor de mercado de US$ 4,8 trilhões ao final da sexta-feira (8), a Alphabet se aproxima da Nvidia, que atingiu US$ 5,2 trilhões. A diferença entre as gigantes diminuiu drasticamente nos últimos seis meses, com as ações da Alphabet disparando 43% desde outubro, enquanto as da Nvidia avançaram apenas 6,3%.

Investidores veem a Alphabet em posição privilegiada para liderar a revolução da IA. Além de competir na fabricação de chips com produtos próprios, a empresa controla negócios robustos como Google Search, Google Cloud, YouTube e Waymo. O desenvolvimento do modelo de IA Gemini e o investimento na Anthropic, criadora do Claude, reforçam sua força no setor.

“A Alphabet é tão diversificada que, se um negócio enfraquece, os outros conseguem compensar. É difícil encontrar um fosso competitivo mais amplo do que o da Alphabet”, afirma Luke O’Neill, diretor de investimentos da CooksonPeirce Wealth Management.

A temporada de balanços recente destacou a Alphabet como vencedora entre as gigantes de tecnologia. O crescimento acima do esperado em busca e nuvem, e o atrativo dos chips de IA TPU, impulsionaram os resultados. Analistas projetam receitas bilionárias com infraestrutura de TPUs nos próximos anos.

A ascensão da Alphabet representa uma virada, considerando que há menos de um ano investidores temiam que a IA pudesse prejudicar o negócio principal de busca da empresa. A integração de IA nas buscas e o sucesso do Gemini reverteram esse cenário, levando analistas a elevar projeções de lucro.

Apesar do otimismo, manter a alta das ações pode ser desafiador. O preço-alvo médio dos analistas sugere uma valorização de apenas 5,4% nos próximos 12 meses, uma desaceleração em relação aos 160% acumulados no ano anterior. O risco de modelos de IA concorrentes superarem o Gemini também paira no horizonte.

As ações da Alphabet negociam a 28 vezes o lucro estimado, um múltiplo acima da média histórica, mas considerado justo por especialistas. A Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, adquiriu participação na Alphabet no ano passado, um raro investimento em tecnologia para o conglomerado.

O Globo

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