A Alphabet, holding do Google, consolida sua posição dominante em inteligência artificial e ameaça destronar a Nvidia como a maior empresa do mundo. A gigante de tecnologia, que há um ano era vista como coadjuvante, agora ostenta um valor de mercado de US$ 4,8 trilhões, aproximando-se rapidamente da Nvidia. Essa reviravolta é impulsionada pela diversidade de seus negócios, que incluem o Google Search, Google Cloud, YouTube e o desenvolvimento do modelo de IA Gemini.
Analistas destacam que a ampla atuação da Alphabet em diversos setores da tecnologia e da IA a coloca em vantagem. Enquanto a Nvidia lidera na fabricação de chips, a Alphabet desenvolve produtos concorrentes e possui um ecossistema robusto que a protege contra a volatilidade do mercado. "A Alphabet é tão diversificada que, se um negócio enfraquece, os outros conseguem compensar", afirma Luke O’Neill, diretor de investimentos da Cookson Peirce Wealth Management.
A empresa encerrou o primeiro trimestre com resultados acima do esperado, impulsionados pela busca e pela nuvem. Seus chips de IA, as TPUs, também se tornaram um diferencial, com projeções de receita bilionária nos próximos anos. Essa performance reacende o otimismo dos investidores, que antes temiam a disrupção da IA no negócio principal do Google.
Apesar do entusiasmo, o caminho para a liderança pode ser desafiador. O preço-alvo médio dos analistas sugere uma valorização modesta para os próximos 12 meses. Além disso, a rápida evolução da IA traz o risco de que modelos como o Gemini sejam superados por concorrentes. A Alphabet já foi a maior empresa do mercado em 2016 e, com sua estratégia diversificada e investimentos em IA, busca repetir o feito.