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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Planos de saúde coletivos sofrem reajuste médio de 9,9% em 2026

Reajuste médio de 9,9% nos planos de saúde coletivos em 2026 é o menor em cinco anos, mas dobra a inflação oficial. Dados da ANS mostram que planos com menos beneficiários sofrem aumentos maiores.

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Planos de saúde coletivos sofrem reajuste médio de 9,9% em 2026

Os planos de saúde coletivos registraram um reajuste médio anual de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Embora seja a menor variação em cinco anos, o aumento representa mais que o dobro da inflação oficial no período.

Os reajustes, divulgados na última sexta-feira, são aplicados em planos contratados por empresas, autônomos e associações. A última vez que o aumento médio foi inferior a este foi em 2021, quando o índice foi de 6,43%, período marcado pelo isolamento social devido à pandemia de Covid-19, que reduziu a demanda por procedimentos médicos.

A inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 3,81% no mesmo período. A ANS ressalta que a comparação direta entre a inflação e o reajuste dos planos de saúde não é apropriada.

Diferentemente dos planos individuais, cujos valores são definidos pela ANS, os reajustes dos planos coletivos são resultado de negociação entre a contratante e a operadora. Planos com até 29 beneficiários tiveram reajuste médio de 13,48%, enquanto os com 30 ou mais vidas registraram alta de 8,71%. Cerca de 77% dos beneficiários estão em planos com 30 ou mais vidas.

Os dados mais recentes da ANS indicam que, em março de 2026, o Brasil contava com 53 milhões de vínculos de planos de saúde, um aumento de 906 mil em um ano. Desse total, 84% são de planos coletivos.

Em 2025, o setor de saúde suplementar apresentou receitas totais de R$ 391,6 bilhões e um lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado. Para cada R$ 100 de receita, o setor lucrou R$ 6,20.

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