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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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POLÍTICA

PL lança chapa para Senado em SC com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni

PL lança chapa para o Senado em Santa Catarina com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni. Evento em SC contou com críticas ao STF e ao governo Lula. Flávio Bolsonaro defende legado do pai e ataca presidente.

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PL lança chapa para Senado em SC com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni

O Partido Liberal (PL) oficializou neste sábado, 9 de maio de 2026, a chapa para a disputa do Senado em Santa Catarina, em evento que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro. A composição, anunciada como parte da "seleção de Bolsonaro", terá o ex-vereador Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni como candidatos. Adriano Silva, ex-prefeito de Joinville, também integra a chapa.

O evento, realizado em Santa Catarina, foi palco de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio Bolsonaro discursou e afirmou que Lula foi responsável pelo "roubo dos aposentados" e por uma "educação que é um lixo". O senador também defendeu a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e prometeu cortes de impostos e despesas.

"A partir de 2027, Lula não será mais presidente do Brasil. Nós nunca mais vamos falar de PT, porque eles vão ficar recolhidos à insignificância deles, [depois de] todo o ódio que esse Lula 3 está cometendo, não só contra patriotas, mas também o mal que ele faz ao Brasil contra as futuras gerações", declarou Flávio.

A definição da chapa ocorreu após meses de atritos entre aliados do governador Jorginho Mello (PL). A entrada de Carlos Bolsonaro no estado para concorrer ao Senado, com aval do ex-presidente Jair Bolsonaro, alterou a composição inicial, que previa a inclusão do senador Esperidião Amin (PP-SC). Caroline de Toni, que chegou a ameaçar deixar o PL, foi confirmada como candidata ao Senado ao lado de Carlos.

"Em Santa Catarina, quem é Carol é Carlos! Se Deus quiser, estaremos juntos nesse desafio e faremos o que tem que ser feito no Senado. Porque os senadores atualmente, com exceção do Flávio, que ainda está lá, temos que ter a coragem de enfrentar os abusos do Supremo Tribunal Federal, que tem censurado, perseguido e cometido a maior injustiça política de todos os tempos, que é prender o nosso eterno presidente Bolsonaro sem ter cometido crime algum", afirmou Caroline de Toni.

Carlos Bolsonaro, em seu discurso, emocionou-se ao falar sobre a família e a pré-candidatura de Flávio. "Quero agradecer à minha amiga de coração, Carol. Só a gente sabe o que passou para fazermos essa chapa pura. Fomos desacreditados em alguns momentos e rompemos de diversas maneiras, mas isso já é passado", disse.

Carlos declarou que, se eleito, atuará para "equipararmos os poderes e trazer de volta o que sobrou da democracia nesse país", e defenderá a "liberdade de expressão" contra o que chamou de "tortura". Adriano Silva, pré-candidato a vice-governador, foi o responsável por discursos mais explícitos contra o STF e por pedidos de impeachment de ministros.

Jorginho Mello respondeu às críticas sobre o aumento da letalidade policial, afirmando que os números "vão continuar aumentando" em seu governo. Ele presenteou Flávio Bolsonaro com um "passaporte" simbólico de Santa Catarina e homenageou o ex-presidente.

"Bolsonaro está sofrendo e está doente em favor do Brasil. Obrigado! Diga para ele, Flávio, que nós estamos aqui para continuar o legado dele. E vocês, da família, têm um grande compromisso de honrar o nome do seu pai. Eu fiquei muito feliz quando você falou com os empresários ontem. Eu observava o cochilo e a alegria deles ao dizer que você é o Bolsonaro 2.0", disse Jorginho.

Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente e vereador, também foi apresentado como pré-candidato à Câmara dos Deputados. O evento ainda incluiu a apresentação de um novo jingle de campanha de Flávio Bolsonaro e repetições dos lemas "Deus, pátria, família e liberdade" e "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".

Fonte: O Globo

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