A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) confirmou neste sábado (9) a participação da seleção masculina na Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá. A confirmação veio acompanhada de dez exigências feitas aos países anfitriões, em meio a um contexto de tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A presença iraniana no torneio, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho, já havia sido posta em dúvida após a negativa de entrada do presidente da federação, Mehdi Taj, no Canadá, em razão de seus laços com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), organização classificada como terrorista pelo país norte-americano.
"Definitivamente participaremos da Copa do Mundo de 2026, mas os anfitriões devem levar em conta nossas preocupações. Estaremos no torneio sem qualquer recuo em relação às nossas crenças, cultura e convicções", declarou a FFIRI em nota oficial.
Taj afirmou à televisão estatal que Teerã impôs dez condições para comparecer à competição, buscando garantias sobre o tratamento da delegação. As exigências incluem concessão de vistos, respeito à bandeira e ao hino nacional, além de reforço na segurança.
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reiterou que os jogadores serão bem-vindos, mas alertou que membros da delegação com ligações ao CGRI podem ter a entrada negada. "Todos os jogadores e a comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber os vistos sem qualquer problema", insistiu Taj.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou que o Irã disputará suas partidas nos Estados Unidos, com base em Tucson, no Arizona. A estreia está marcada para 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. O time ainda enfrenta Bélgica e Egito na fase de grupos.
"Nenhuma potência externa pode privar o Irã de participar de uma Copa para a qual se classificou por mérito", reivindicou a federação iraniana.