A menos de um mês para o início da Copa do Mundo de 2026, milhões de torcedores na Índia e na China ainda não têm garantia de que poderão acompanhar o torneio pela televisão. A Fifa não chegou a um acordo de transmissão com emissoras dos dois países asiáticos.
A situação é atípica. Geralmente, os contratos de direitos de exibição são fechados com anos de antecedência. Fontes da imprensa local indicam que as negociações estão emperradas em relação aos valores cobrados pela entidade máxima do futebol.
A Fifa confirmou que as conversas com China e Índia estão em andamento, mas classificou as tratativas como confidenciais. Ao todo, 180 territórios já garantiram seus direitos de transmissão.
No mercado chinês, a negociação com a emissora estatal CCTV enfrenta dificuldades. A Fifa teria inicialmente pedido US$ 300 milhões, reduzindo a oferta para algo entre US$ 120 milhões e US$ 150 milhões. O valor ainda seria o dobro do que a emissora chinesa pretende investir.
O jornal Beijing Daily aponta a ausência da seleção chinesa na Copa e o fuso horário desfavorável – com jogos ocorrendo de madrugada – como fatores que diminuem o interesse comercial.
Nas últimas edições, os acordos foram fechados bem antes. Em 2017, a Fifa já havia anunciado o acordo com a CCTV para as Copas de 2018 e 2022.
Na Índia, apesar da indefinição, há expectativa de que um acordo seja anunciado em breve.