O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após um encontro de três horas na Casa Branca. Trump descreveu Lula como "um homem bom, um cara inteligente" e classificou a reunião como "ótima". A pauta principal foi comercial, com o Brasil buscando alívio em tarifas de importação. Trump mencionou que o Brasil gostaria de ter um alívio nas tarifas, mas considerou a reunião muito produtiva. Ambos os líderes trocaram elogios em suas redes sociais, com Trump chamando Lula de "muito dinâmico" e Lula descrevendo o encontro como "muito produtivo".
Lula, por sua vez, relatou que a conversa abordou temas complexos e que Trump pareceu "gostar" do Brasil. O presidente brasileiro brincou com Trump sobre a importância de vê-lo sorrindo, declarando que "o presidente Trump rindo é melhor que de cara feia". A reunião, que incluiu um almoço, foi a sexta visita de Lula à Casa Branca e a terceira pessoal com Trump. Lula retornou ao Brasil na mesma noite.
Em entrevista coletiva após o encontro, Lula e seus ministros classificaram a reunião como "muito produtiva e positiva". O presidente brasileiro destacou a disposição do Brasil em construir parcerias internacionais sem restrições geopolíticas, inclusive na exploração de minerais críticos, com o objetivo de que o Brasil seja o principal beneficiário. Ele também ressaltou a importância dos EUA e da União Europeia retomarem o interesse na América Latina e defendeu acordos comerciais multilaterais como antídoto às políticas unilaterais.
Sobre as tarifas de importação, as equipes de ambos os governos trabalharão por mais 30 dias para avançar nas negociações. O combate ao crime organizado foi um dos temas discutidos, com Lula sugerindo ações conjuntas entre nações. Lula afirmou que o Pix e a intervenção em eleições brasileiras não foram pauta. Quanto à guerra no Irã, Lula reiterou a defesa do diálogo e entregou a Trump uma cópia do acordo de 2010, como demonstração da possibilidade de resoluções pacíficas.