A Polícia Federal deflagrou a 5ª fase da Operação Compliance Zero, mirando o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A investigação aponta que o parlamentar teria recebido valores mensais e benefícios para apresentar uma emenda que ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A emenda, conhecida como "Emenda Master", foi elaborada por assessores do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e devolvida ao Congresso sem aprovação por inconstitucionalidade.
Segundo a PF, o senador recebia entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais, além de viagens internacionais e outras despesas pagas pelo banqueiro. A proposta de aumento do FGC foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por ser inoportuna e tecnicamente inadequada.
Especialistas alertam que a aprovação da emenda colocaria o FGC em risco, podendo encarecer tarifas bancárias e aumentar juros. O economista William Baghdassarian afirmou que a proposta incentivaria um "comportamento picareta" de instituições financeiras e o economista Cesar Bergo alertou para o risco de colapso do sistema financeiro.
Os advogados de Ciro Nogueira afirmaram que o senador contribuirá com a Justiça para esclarecer sua inocência e repudiaram qualquer ilação de ilicitude.