O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gravou um vídeo nesta quinta-feira (8) após a Polícia Federal (PF) deflagrar operação contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Na gravação, Flávio chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "pai do Lulinha" e tentou vincular o petista e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, investigado pela PF, ao caso Master. O senador afirmou que o PT foi contra a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. "O pai do Lulinha pode aparecer a qualquer momento dizendo que apoia a CPI do Banco Master. O PT foi contra a CPI do Banco Master. Mas deixa eu te contar uma coisa: o PT foi contra a CPI. Os deputados não assinaram, só que agora não dá mais para segurar. AÍ, vem o teatro", declarou.
Flávio Bolsonaro também mencionou acusações sobre a ligação de petistas baianos, como o ex-ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, com o Banco Master. "Será que o PT está contra a CPI porque ela envolve políticos da Bahia, que eles controlam há mais de 20 anos? Ou será que é porque a família do Jaques Wagner, líder do PT, recebeu R$ 11 milhões em uma empresa ligada ao caso? Ou porque o Guido Mantega, que já foi ministro da Fazenda do Lula, recebia R$ 1 milhão por mês só para fazer lobby dentro do governo?", questionou.
O senador bolsonarista comentou ainda sobre a consultoria prestada pelo ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski ao Master e um suposto encontro entre Lula e o empresário Vorcaro, com a presença de Rui Costa. Segundo Flávio, o PT "não quis investigar", mas a oposição assinou o pedido de abertura da CPI. Ele previu que a comissão "deve sair".
Esta foi a segunda reação de Flávio Bolsonaro à operação. Inicialmente, ele divulgou nota considerando "graves" as informações e defendendo apuração "com rigor e transparência". Ele também elogiou o ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a operação. A postura desagradou aliados de Ciro Nogueira, que interpretaram a manifestação como uma tentativa de distanciamento político. Ciro Nogueira foi ministro da Casa Civil durante o governo Bolsonaro.
Fonte: O Globo