Brasília, DF - 8 de maio de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gravou um vídeo nesta sexta-feira (8) reagindo à operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Na gravação, Flávio Bolsonaro se referiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "pai do Lulinha" e tentou vincular o petista ao caso Master, cujas investigações também alcançam Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.
Flávio Bolsonaro acusou o PT de ser contra a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o envolvimento de políticos no esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master. "O pai do Lulinha pode aparecer a qualquer momento dizendo que apoia a CPI do Banco Master. O PT foi contra a CPI do Banco Master", declarou o senador.
O parlamentar também levantou suspeitas sobre a ligação de integrantes do PT na Bahia, como o ex-ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, com o Banco Master. Flávio Bolsonaro questionou se o partido se opõe à CPI devido ao controle exercido sobre políticos baianos por mais de 20 anos, ou se é porque a família de Jaques Wagner teria recebido R$ 11 milhões de uma empresa ligada ao caso. Ele também mencionou o ex-ministro Guido Mantega, que teria recebido R$ 1 milhão por mês para fazer lobby dentro do governo.
A gravação de Flávio Bolsonaro também abordou a consultoria prestada pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski ao Master e um suposto encontro entre Lula e o advogado Vorcaro, na presença de Rui Costa. Flávio afirmou que a oposição assinou o requerimento para a abertura da CPI e que a comissão deve avançar.
Esta foi a segunda manifestação de Flávio Bolsonaro sobre a operação. Inicialmente, em nota, ele considerou "graves" as informações divulgadas e defendeu apuração "com rigor e transparência", elogiando o ministro André Mendonça (STF) pela autorização da operação.
A reação inicial desagradou aliados de Ciro Nogueira, que esperavam maior solidariedade política. Parlamentares interpretaram a manifestação de Flávio como uma tentativa de distanciamento em um momento delicado para Ciro Nogueira, que foi ministro da Casa Civil durante o governo Bolsonaro.
Fonte: O Globo