Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gravou um vídeo nesta quinta-feira (7 de maio de 2026) atacando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT) após a Polícia Federal (PF) deflagrar operação contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Flávio chamou Lula de "pai do Lulinha" e tentou vincular o petista ao caso Master, que investiga fraudes financeiras.
O senador bolsonarista acusou o PT de ser contra a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os envolvidos no esquema. "O pai do Lulinha pode aparecer a qualquer momento dizendo que apoia a CPI do Banco Master. O PT foi contra a CPI do Banco Master", declarou Flávio no vídeo.
Flávio Bolsonaro também levantou suspeitas sobre a ligação de políticos petistas da Bahia, como o ex-ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, com o Banco Master. Ele questionou se o PT se opunha à CPI por envolver políticos baianos que o partido controla há mais de 20 anos, ou porque a família de Jaques Wagner teria recebido R$ 11 milhões de uma empresa ligada ao caso. O senador também mencionou o ex-ministro Guido Mantega, que teria recebido R$ 1 milhão por mês para fazer lobby dentro do governo.
O parlamentar ainda comentou a consultoria prestada pelo ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ao Master, e um suposto encontro entre Lula e o advogado Daniel Vorcaro, na presença de Rui Costa. Flávio afirmou que a oposição assinou o requerimento para a abertura da CPI.
Esta foi a segunda manifestação de Flávio Bolsonaro sobre o caso. Inicialmente, ele divulgou nota considerando "graves" as informações e defendendo apuração "com rigor e transparência". A postura, no entanto, desagradou aliados de Ciro Nogueira, que esperavam maior solidariedade política. Parlamentares do grupo interpretaram a declaração como uma tentativa de distanciamento de Flávio em um momento de crise para Ciro, que foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro.
Fonte: O Globo