O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gravou um vídeo nesta quinta-feira (7 de maio de 2026) atacando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT) após a Polícia Federal (PF) deflagrar operação contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Na gravação, Flávio chamou Lula de "pai do Lulinha" e tentou vincular o presidente ao caso Master, que investiga Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. O senador bolsonarista também acusou o PT de ser contra a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as supostas fraudes financeiras.
"O pai do Lulinha pode aparecer a qualquer momento dizendo que apoia a CPI do Banco Master. O PT foi contra a CPI do Banco Master. Mas deixa eu te contar uma coisa: o PT foi contra a CPI. Os deputados não assinaram, só que agora não dá mais para segurar. AÍ, vem o teatro", disse Flávio no vídeo.
O parlamentar também levantou suspeitas sobre a ligação de petistas da Bahia com o Banco Master, citando o ex-ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner. Flávio questionou se o PT se opunha à CPI por envolver políticos baianos controlados pelo partido ou se seria pelas supostas movimentações financeiras envolvendo a família de Jaques Wagner e empresas ligadas ao caso. O senador também mencionou o ex-ministro Guido Mantega e o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Flávio Bolsonaro afirmou que a oposição assinou o requerimento para a abertura da CPI e que a comissão deve avançar. Esta foi a segunda manifestação do senador sobre a operação da PF. Em nota inicial, Flávio considerou as informações "graves" e defendeu apuração "com rigor e transparência", elogiando o ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a operação.
A reação de Flávio desagradou aliados de Ciro Nogueira, que esperavam maior solidariedade. Parlamentares do grupo interpretaram a fala do filho de Jair Bolsonaro como uma tentativa de distanciamento em um momento delicado para um aliado histórico do bolsonarismo. Ciro Nogueira foi ministro da Casa Civil durante o governo Bolsonaro.
Fonte: O Globo