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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

Ex-presidente do BRB é transferido para a 'Papudinha'

Ministro do STF determina transferência de Paulo Henrique Costa para a 'Papudinha', prisão com celas maiores e regras mais flexíveis. O local já abrigou outras autoridades.

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Ex-presidente do BRB é transferido para a 'Papudinha'

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi transferido nesta sexta-feira (9 de maio de 2026) para a prisão conhecida como 'Papudinha', no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A decisão foi do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O local, tradicionalmente destinado a policiais, militares e outras autoridades condenadas, já abrigou figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Anderson Torres. A 'Papudinha' tem este apelido por sua proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda, onde Costa estava preso preventivamente.

As celas da 'Papudinha' são descritas como mais espaçosas e com melhores condições que as da Papuda comum. Relatos indicam a presença de beliches, ventiladores e televisão. Reformas anteriores sugerem a existência de frigobar e mesa de escritório. As celas teriam cerca de 12 metros quadrados.

As regras na 'Papudinha' também são mais flexíveis. Permite-se a entrada de frutas, refrigerantes e ingredientes para sobremesas, além de roupas coloridas. Diferentemente da Papuda, onde presos usam roupas brancas e enfrentam regras mais rígidas para alimentos e higiene, a 'Papudinha' tolera mais, inclusive o porte de até 30% do salário mínimo em espécie.

Os detentos da 'Papudinha' têm acesso restrito à TV, correspondência física e banho de sol. Celulares, bebidas alcoólicas e visitas fora do horário são proibidos. A cela conta com vaso sanitário e chuveiro quente, em contraste com o 'boi' (sanitário improvisado) encontrado em outras unidades.

A 'Papudinha' possui quatro celas, sendo três com capacidade para seis camas e uma individual para triagem. Costa está preso preventivamente desde 16 de abril, devido ao risco de coleta de provas, rearticulação de esquema financeiro e ocultação de patrimônio, segundo determinação de Mendonça.

Fonte: O Globo

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