O Vasco da Gama tem apostado em uma estratégia de dividir o elenco para as disputas da Copa Sul-Americana e do Campeonato Brasileiro. Enquanto o time principal descansa visando o Brasileirão, uma escalação alternativa tem surpreendido na Sul-Americana, garantindo duas vitórias consecutivas e a liderança do Grupo G. No entanto, essa mesma estratégia tem custado caro no cenário nacional, onde o time acumula dois jogos sem vencer e se aproxima perigosamente da zona de rebaixamento, a apenas dois pontos de distância.
Na Sul-Americana, a equipe reserva e jogadores da base venceram o Olimpia (PAR) por 3 a 0 em casa e o Audax Italiano (CHI) por 2 a 1, de virada, fora de seus domínios. Os jogos apresentaram um padrão: atuações mais fracas no primeiro tempo, com melhora significativa e eficiência na segunda etapa, o que tem sido suficiente para garantir os resultados nas competições continentais.
Já no Brasileirão, que exige maior regularidade e competitividade, a situação é distinta. Mesmo com os titulares poupados em alguns momentos, o Vasco empatou com o Flamengo após sair atrás no placar e perdeu para o Corinthians, atuando com vantagem numérica durante toda a segunda etapa. A equipe, que almejava uma posição de destaque, vê o pelotão de cima se distanciar, enquanto a zona de perigo no campeonato nacional se aproxima.
O momento exige equilíbrio e uma recuperação mental para ambas as competições. Jogadores como Adson, com contribuições decisivas na Sul-Americana, e o centroavante Spinelli, artilheiro da temporada, pedem espaço na equipe principal. Outros como o lateral Avellar e os meias JP e Ramon Rique também se apresentam como opções para o técnico Renato Gaúcho.
Resta ao treinador encontrar a fórmula para mesclar as forças e evitar uma queda acentuada no Brasileirão, mantendo a Sul-Americana como uma esperança de título. A fase de grupos da competição continental e a parada para a Copa do Mundo podem ser momentos cruciais para o Vasco retomar o fôlego e buscar seus objetivos na temporada.
Fonte: O Globo