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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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POLÍTICA

PF pede retorno de Daniel Vorcaro para presídio federal em Brasília

PF pede ao STF o retorno de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o presídio federal de Brasília. Investigadores consideram insuficientes informações de delação premiada e pedem detalhes sobre pagamentos ao senador Ciro Nogueira.

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PF pede retorno de Daniel Vorcaro para presídio federal em Brasília

A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o retorno de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para o presídio federal de Brasília. Vorcaro está atualmente detido na superintendência da PF no Distrito Federal. A decisão aguarda o posicionamento do ministro André Mendonça.

O pedido foi formalizado em 24 de abril, antes da defesa de Vorcaro apresentar uma proposta de delação premiada à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta terça-feira (5). Investigadores apontam insatisfação com a lentidão de Vorcaro em fornecer detalhes de sua colaboração, considerando insuficientes as informações preliminares apresentadas.

A PF indicou que não assinará acordo de delação sem informações inéditas sobre irregularidades do Banco Master. A proposta de Vorcaro, segundo a coluna de Malu Gaspar, não teria detalhado pagamentos mensais de até R$ 500 mil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que teriam sido feitos em troca de ações parlamentares em favor do banqueiro. Essa informação consta em decisão de Mendonça que autorizou buscas contra o senador na Operação Compliance Zero.

Em nota, a defesa de Ciro Nogueira repudiou as ilações e afirmou que o senador está à disposição da Justiça. A defesa alegou que medidas investigativas podem ser precipitadas se baseadas em mensagens de terceiros.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, suspeito de tentar fugir do país. Na época, a Operação Compliance Zero investigava fraudes de R$ 12 bilhões atribuídas ao Banco Master. Um dia após sua prisão, o Banco Central liquidou o banco por insolvência financeira, resultando em uma operação de resgate de mais de R$ 50 bilhões pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Libertado no fim de novembro, Vorcaro teve o caso remetido ao STF pelo ministro Dias Toffoli. Em fevereiro de 2026, Toffoli se afastou do caso após menções em seu celular serem encontradas. O ministro André Mendonça assumiu e, em março, determinou a nova prisão de Vorcaro, a pedido da PF, que o apontou como líder de organização criminosa para intimidar pessoas contrárias aos interesses do Master. A defesa, que sempre negou as irregularidades, iniciou negociações para delação premiada.

Fonte: O Globo

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