A revista Veja divulgou em 21 de outubro de 2026 imagens de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado da lobista Roberta Luchsinger durante viagens e em um jatinho particular.
Segundo a publicação, uma das fotos foi registrada em uma viagem à Finlândia no início de 2025, a bordo de um Embraer Praetor 600, aeronave avaliada em mais de US$ 20 milhões. Outra imagem mostra os dois ao lado do empresário Marcelo Checon, dono da MChecon Design e Cenografia.
De acordo com a reportagem, a empresa de Checon, que atua no setor de eventos, assinou 13 novos contratos com o governo federal nos últimos três anos. O faturamento teria aumentado 323 vezes, chegando a R$ 63 milhões.
Lulinha e Roberta são investigados pela Polícia Federal sob suspeita de tráfico de influência na intermediação de contratos com o governo. Os dois negam ter cometido irregularidades.
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, afirmou que não houve irregularidade e atribuiu as viagens à amizade entre o filho do presidente e a empresária. Segundo ele, a investigação seria uma tentativa de criar uma intriga entre amigos e uma forma de “pesca probatória”.
Na terça-feira, 20 de outubro, a PF pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator de dois inquéritos, a extensão do prazo das investigações. Há ainda uma terceira apuração sobre a dupla sob relatoria do ministro Flávio Dino.
A defesa de Roberta também classificou o pedido como “pesca probatória”. A PF solicitou o levantamento de vínculos societários, movimentações bancárias, agendas em órgãos públicos e viagens dos investigados no Brasil e no exterior.
Em entrevista à CNN no sábado, 17 de outubro, Roberta afirmou que Lulinha se reunia semanalmente com ministros do governo e disse ter a intenção de fazer uma delação premiada. Ela também declarou que se tornou um “boi de piranha” nas investigações.
Fonte: O Globo