A Polícia Federal (PF) identificou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) como o principal receptor de pagamentos indevidos feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo a PF, Nogueira teria atuado no Senado para favorecer interesses de Vorcaro em troca dos valores. As informações constam em decisão do ministro do STF André Mendonça, que autorizou buscas e apreensões em endereços ligados ao senador.
O despacho do STF detalha o rastreamento de recursos financeiros entre empresas de Vorcaro e Nogueira, além de mensagens trocadas sobre as transações. A defesa do senador Ciro Nogueira repudiou as acusações, afirmando que ele está à disposição da Justiça para esclarecer quaisquer suspeitas e que não teve participação em atividades ilícitas.
Em nota, a defesa declarou: "reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos. Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas", assinou o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.