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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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POLÍTICA

PF aponta mesada de R$ 300 mil e favores de empresário a Ciro Nogueira

PF aponta supostos favores financeiros do empresário Daniel Vorcaro ao senador Ciro Nogueira, incluindo mesada, viagens e participação em empresa.

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PF aponta mesada de R$ 300 mil e favores de empresário a Ciro Nogueira

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil, nesta quinta-feira (7 de maio de 2026). A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga supostas vantagens financeiras indevidas pagas pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao parlamentar.

Entre os benefícios apontados pela PF estão a participação em uma empresa com valor abaixo de mercado, pagamentos mensais de R$ 300 mil, uso de imóvel de Vorcaro como se fosse do senador e custeio de viagens internacionais, incluindo hospedagens, restaurantes e voos privados. Uma das hospedagens citadas foi no hotel Park Hyatt New York, com diárias superiores a R$ 10 mil.

Investigações revelaram diálogos em que intermediários questionam Vorcaro sobre a continuidade do pagamento de contas de restaurantes de Ciro e sua acompanhante. Em uma das trocas de mensagens, Vorcaro autoriza o pagamento e pede que seu cartão seja levado a St. Barths após a data combinada.

A PF identificou também conversas sobre uma parceria que supostamente renderia uma mesada de R$ 300 mil a Nogueira, com posterior reajuste para R$ 500 mil. A investigação aponta para uma possível referência a empresas ligadas ao senador e seus familiares.

Outro ponto em investigação é uma emenda apresentada por Ciro Nogueira no Senado, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo a PF, o texto da emenda teria sido redigido dentro do Banco Master e entregue ao senador.

A PF também aponta para a venda subvalorizada de 30% das ações de uma empresa ao grupo ligado a Ciro Nogueira. As ações, avaliadas em R$ 13 milhões, teriam sido compradas por R$ 1 milhão, gerando uma vantagem de R$ 12 milhões.

Os elementos de prova incluem comprovantes bancários, registros de viagens e trocas de mensagens. O ministro André Mendonça destacou que as evidências indicam a possível prática de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e continuidade delitiva, com indícios de que o mandato parlamentar de Nogueira foi instrumentalizado em favor de interesses privados de Vorcaro.

A operação teve como alvos o senador Ciro Nogueira; Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro (preso); Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão de Ciro Nogueira; Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho; e as empresas Green Investimentos e Green Energia Fundo de Investimentos.

Fonte: O Globo

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