O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta quinta-feira (8/5/2026) que não teve acesso à proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. A nota oficial busca desmentir qualquer alegação em sentido contrário, classificando-as como infundadas.
O gabinete de Mendonça reiterou que a colaboração premiada é um direito do investigado, mas deve ser "séria e efetiva" para ter validade. A proposta de Vorcaro está em análise na PF e na PGR, com possibilidade de ajustes antes de chegar ao STF. Como relator do caso, caberá a Mendonça a decisão final sobre a homologação, caso os termos atendam aos requisitos legais.
Nos bastidores do STF, a expectativa é que acordos sem mecanismos claros de ressarcimento integral dos danos investigados enfrentem resistência. A lei exige resultados concretos da delação, como identificação de membros da organização criminosa, divisão de tarefas, rastreamento de recursos e recuperação de ativos desviados.
Benefícios penais dependerão da efetividade da colaboração, da entrega de provas e do compromisso com a reparação dos prejuízos. Vorcaro é investigado desde o fim de 2025 por suposta tentativa de comprar influência política para manter operações de seu banco, liquidado pelo Banco Central.