O Flamengo vive um dilema sob o comando de Leonardo Jardim. Apesar da invencibilidade de nove jogos, a equipe apresenta um desequilíbrio notável entre ataque e defesa. O time é letal ofensivamente, mas sofre com a exposição defensiva, gerando discussões sobre um possível 'jogo de trocação'.
Na Libertadores, o Rubro-Negro visita o Independiente Medellín nesta noite em busca de encaminhar a classificação. Nos últimos três jogos, o time sofreu mais finalizações do que deu: 52 contra 29. No entanto, o ataque tem sido eficiente, com o Flamengo abrindo o placar em todas as últimas nove partidas.
A defesa, contudo, tem sido um ponto de atenção. Mesmo em vitórias, o gol de Rossi foi ameaçado diversas vezes. O clássico contra o Vasco, onde o time sofreu dois gols após abrir 2 a 0, evidenciou a fragilidade defensiva.
O analista Raphael Rabello, do canal 'Falando de Tática', aponta que o problema não é a agressividade ofensiva, mas a 'permissividade' defensiva. Segundo ele, o time tem baixado demais a marcação, permitindo que os adversários criem jogadas com conforto.
Rabello sugere que a característica dos jogadores de defesa e volantes não se alinha a uma postura excessivamente recuada. Zagueiros como Léo Ortiz e Léo Pereira, mais acostumados a ter a bola, sentem-se desconfortáveis sem ela. A perda de confiança na marcação alta, que já funcionou, também é um fator preocupante.
Desfalques como Arrascaeta, Paquetá e Pulgar, além da ausência de Jardim (expulso), marcam a partida contra o Medellín. Carrascal retorna e deve ser titular. O adversário colombiano vive crise, com técnico interino e a recente renúncia de um acionista majoritário.