O Flamengo vive um dilema sob o comando de Leonardo Jardim. Apesar de invicto há nove jogos, o time apresenta um desequilíbrio entre ataque e defesa. Ofensivamente letal, a equipe tem sofrido com a exposição defensiva, gerando críticas de torcedores que a chamam de 'jogo de trocação'.
O time visita o Independiente Medellín hoje, pela Libertadores, buscando garantir a vaga nas oitavas. Nos últimos três jogos, o Flamengo permitiu mais finalizações do que realizou (52 contra 29). No entanto, o ataque balançou as redes em todos os últimos nove jogos, com destaque para Pedro, Bruno Henrique e Lucas Paquetá.
A defesa, porém, tem sido um ponto de atenção. Em vitórias recentes, a meta de Rossi foi ameaçada diversas vezes. O clássico contra o Vasco evidenciou o problema, com o time sofrendo dois gols após abrir vantagem.
O analista Raphael Rabello aponta que o problema não é a agressividade ofensiva, mas sim a permissividade defensiva. Ele sugere que o time baixa o bloco de marcação excessivamente, permitindo que os adversários criem jogadas com conforto.
Rabello também destaca que a característica dos defensores e volantes, acostumados a ter a bola, não se encaixa com uma postura defensiva muito recuada. A marcação alta, que funcionou em jogos anteriores, parou de encaixar.
O Flamengo terá desfalques importantes para a partida contra o Medellín, incluindo Arrascaeta, Paquetá e Erick Pulgar. O técnico Jardim também está suspenso, e o auxiliar José Barros comandará a equipe.
O Independiente Medellín vive crise: o técnico foi demitido, o sub-20 assumiu interinamente e um acionista majoritário renunciou após briga com torcedores.