O Brasil e os Estados Unidos intensificaram a cooperação para combater o crime organizado e a lavagem de dinheiro. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou as ações em duas frentes principais: a fiscalização de cargas e o rastreamento de recursos ilícitos.
Na área aduaneira, o sistema "remote targeting" permite a troca antecipada de informações entre as Receitas Federais do Brasil e dos EUA. Este mecanismo já resultou na apreensão de mais de meia tonelada de armas e equipamentos enviados ilegalmente dos EUA para o Brasil entre maio de 2025 e abril de 2026. No sentido inverso, mais de uma tonelada de drogas sintéticas foi interceptada.
O próximo passo envolve operações conjuntas entre as autoridades brasileiras (Receita, Polícia e Coaf) e agências americanas. "Do lado norte-americano, diversas autoridades, para que, além da troca de informação, a gente tenha operação efetiva", explicou Durigan.
No combate à lavagem de dinheiro, a Operação Carbono Oculto foi destacada como a maior ação já realizada no Brasil. Informações compartilhadas com o IRS, a Receita Federal americana, ajudaram a mapear estruturas financeiras, incluindo fundos e empresas em Delaware, nos EUA, utilizados para ocultar patrimônio e sonegação.
"O objetivo é acelerar os mecanismos para que recursos obtidos de forma ilegal sejam rapidamente devolvidos ao país", afirmou o ministro, ressaltando o compromisso com a recuperação de ativos. Novos acordos bilaterais nas áreas aduaneira e financeira devem ser assinados em breve.
Fonte: O Globo