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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Bolsa de Valores Brasileira Sofre Queda Expressiva com Tensões Globais

Bolsa brasileira cai mais de 2% e Ibovespa atinge menor nível desde o fim de março. Queda é influenciada pela desvalorização do petróleo, resultados corporativos e tensões EUA-Irã. Dólar fecha perto da estabilidade.

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Bolsa de Valores Brasileira Sofre Queda Expressiva com Tensões Globais

A bolsa de valores brasileira registrou uma queda de mais de 2% nesta quinta-feira (07), atingindo o menor patamar desde o final de março. A aversão ao risco no mercado financeiro foi impulsionada pela desvalorização do petróleo no exterior, pela divulgação de balanços corporativos e pelas incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O dólar, por outro lado, manteve-se próximo da estabilidade.

A perspectiva de um acordo temporário entre Washington e Teerã para cessar o conflito no Oriente Médio aliviou temores sobre o abastecimento global de petróleo, levando à queda nos preços da commodity. Isso impactou negativamente as ações de empresas do setor, influenciando os mercados globais.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 2,38%, fechando aos 183.218 pontos. No menor nível do dia, o indicador chegou a 182.868 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 32,08 bilhões.

A queda foi acentuada pela diminuição nos lucros de grandes empresas financeiras e de energia. A desvalorização do petróleo no mercado internacional também pressionou as ações da Petrobras, maior componente do Ibovespa, e de outras petroleiras.

Em Nova York, o índice S&P 500 fechou em queda de 0,38%.

O dólar comercial apresentou volatilidade moderada, encerrando o pregão com leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,923. Apesar da variação diária, a moeda registra queda acumulada de 10,31% em relação ao real em 2026.

Durante a manhã, o mercado reagiu positivamente à possibilidade de um acordo entre EUA e Irã, o que fez o dólar perder força frente a moedas emergentes, chegando à mínima de R$ 4,89 no Brasil. Contudo, informações posteriores sobre o Estreito de Ormuz aumentaram a cautela dos investidores, elevando o dólar para R$ 4,93.

Investidores também acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos e seu encontro com Donald Trump. Trump classificou a reunião como positiva, com discussões sobre comércio e tarifas.

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda. O barril do tipo Brent recuou 1,19%, para US$ 100,06. O petróleo tipo WTI caiu 0,28%, encerrando a US$ 94,81.

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