O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (5) que os eleitores devem escolhê-lo em vez do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por não ter "rabo preso". Em entrevista ao portal UOL, Zema destacou seu "histórico diferente" do senador, ressaltando que, como a maioria dos brasileiros, "teve que ralar para ganhar dinheiro".
O político se apresentou como "pagador de impostos" em contraste com "recebedores de impostos", defendendo a necessidade de uma "chacoalhada necessária" no setor público por alguém de fora da política tradicional em tempos de crise. "Em Minas, eu não levei parente meu para trabalhar e quem roubava perdeu espaço. E é o que eu vou fazer no Brasil. Eu não tenho rabo preso. Eu não tenho esses conchavos políticos que deixam todo mundo amarrado, com medo de falar a verdade", declarou.
Zema evitou comentar especificamente as acusações contra Flávio Bolsonaro, mas defendeu a investigação, ressaltando que não conhece os detalhes. Sobre o apoio ao governo de Jair Bolsonaro, Zema reconheceu um alinhamento "anti-PT", embora tenha tido uma postura diferente durante a pandemia.
O ex-governador também reiterou a necessidade de uma reforma previdenciária, caso eleito. "Aquela de 2019 [aprovada no governo Bolsonaro] não é mais suficiente. A expectativa de vida aumentou e, consequentemente, o tempo de contribuição tem de aumentar", disse, acrescentando que "viver mais e trabalhar um pouco mais faz parte desse processo".