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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Durigan afirma não ter discutido indicações ao BC com Lula

Ministro da Fazenda diz que ainda não tratou com o presidente Lula sobre as duas vagas em aberto na diretoria do Banco Central. Atraso nas nomeações afeta também CVM e Cade, e o BC segue sem autonomia financeira.

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Durigan afirma não ter discutido indicações ao BC com Lula

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que ainda não abordou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva as indicações pendentes para a diretoria do Banco Central (BC). Em entrevista ao programa Roda Viva, Durigan explicou que sua recente nomeação e as prioridades da pasta, como a crise internacional e o programa Desenrola, o impediram de tratar do assunto.

A diretoria do BC está com duas vagas em aberto, e a falta de nomeações atrasa outras indicações importantes para órgãos como a CVM e o Cade. A indefinição se intensificou após a rejeição de Jorge Messias para o STF, que travou o fluxo de nomeações presidenciais.

Durigan mencionou que o nome de Guilherme Mello, inicialmente indicado pelo Ministro Fernando Haddad, está inviabilizado, pois Mello assumiu novas funções como secretário-executivo do Ministério do Planejamento e presidente do conselho da Petrobras. O mercado financeiro e o próprio BC demonstraram insatisfação com a indicação de Mello.

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta terça-feira contou com a assinatura de apenas cinco diretores, além do presidente Gabriel Galípolo, evidenciando o corpo diretivo desfalcado. O diretor Rodrigo Teixeira esteve ausente por motivo pessoal.

Paralelamente, o Banco Central enfrenta dificuldades orçamentárias enquanto aguarda a aprovação da PEC que garante autonomia financeira, orçamentária e administrativa. A votação da proposta no Senado foi adiada pelo presidente da CCJ, Otto Alencar, que defende discussão presencial dos senadores.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, já havia solicitado apoio do Legislativo para a aprovação da PEC em abril, durante sua sabatina na CPI do Crime Organizado, destacando a necessidade de equiparar o BC brasileiro ao padrão internacional.

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