O programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas, iniciou nesta segunda-feira com falhas técnicas. Bancos como Banco do Brasil e Bradesco, apesar de terem sites para inscrição, não conseguem iniciar as negociações com os inadimplentes. O problema se deve a dificuldades de conexão entre os sistemas dos bancos e o Fundo de Garantia de Operações (FGO), essencial para cobrir eventuais calotes. O programa é uma iniciativa do governo para promover a renegociação de dívidas de pessoas físicas com renda mensal de até dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
O presidente da Febraban, Isaac Sidney, confirmou a questão tecnológica, mas afirmou que a maior parte dos bancos está apta a realizar a repactuação. A Febraban estima que o programa alcance 27,7 milhões de pessoas com R$ 97,3 bilhões em dívidas. Em março deste ano, 82,8 milhões de brasileiros já estavam com dívidas em atraso, segundo a Serasa. O programa visa limpar o nome dos brasileiros e promover o acesso ao crédito.
Instituições como Itaú, Bradesco, Santander, Nubank e Banco do Brasil confirmaram participação, mas sem previsão de início das operações. O Bradesco oferecerá condições próprias para devedores não enquadrados no Desenrola 2.0. Outros bancos como Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia também aderiram ao programa, que busca renegociar dívidas de diversas naturezas, incluindo cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais.