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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Alta do combustível força Latam a cortar voos e projeta custo extra de US$ 700 milhões

Alta do QAV força Latam a reduzir voos em junho e projeta custo adicional de US$ 700 milhões no 2º trimestre. Companhia revisa projeções anuais e não descarta novos cortes.

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Alta do combustível força Latam a cortar voos e projeta custo extra de US$ 700 milhões

A Latam Airlines prevê um impacto de mais de US$ 700 milhões no segundo trimestre de 2026 devido à disparada do preço do querosene de aviação (QAV). A alta do combustível, que praticamente dobrou de valor desde o início dos conflitos no Oriente Médio, já levou a companhia a reduzir em até 3% a oferta de voos em junho.

Apesar de ter registrado o maior lucro trimestral de sua história no primeiro trimestre, com US$ 576 milhões, a aérea revisou suas projeções anuais para 2026 e não descarta novos cortes de capacidade nos próximos meses. O impacto no primeiro trimestre foi limitado a US$ 40 milhões, pois a escalada de preços se intensificou apenas no final de março.

Executivos da Latam alertam que grande parte dos bilhetes para o período seguinte já estava vendida quando a crise se acentuou, dificultando o repasse imediato dos custos extras aos consumidores. A partir do segundo trimestre, a expectativa é que as tarifas já reflitam a volatilidade do barril de petróleo.

"A gente obviamente enfrenta esse momento de crise bastante aguda no setor de combustíveis com uma mistura de cautela e confiança. Daqui para frente, tudo vai depender de como essa crise e o preço do combustível evoluirão nas próximas semanas", afirmou o CEO Jérôme Cadier.

Diante da incerteza, a companhia substituiu seu guia de projeções de dezembro de 2025, que continha 15 indicadores, por apenas quatro metas. As novas projeções consideram o barril de petróleo a US$ 170 nos segundo e terceiro trimestres e US$ 150 no quarto trimestre, um aumento considerável em relação aos US$ 90 previstos anteriormente.

O CEO reforçou que os cortes de rotas são pontuais e que cancelamentos significativos por conta do combustível não ocorreram em abril e maio. No entanto, ajustes para o terceiro e quarto trimestres ainda estão em avaliação. A companhia ressalta que cortes eficazes precisam ser planejados com antecedência, de três a quatro meses.

"Quando a guerra começou, nós praticamente já tínhamos vendido uma boa parte dos bilhetes dos meses seguintes, então, o espaço para você repassar para esses bilhetes já vendidos é muito menor", explicou o CFO Ricardo Bottas, ao justificar a dificuldade em repassar custos imediatamente.

Fonte: O Globo

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