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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Maratona de Londres 2026: Recordes Quebrados e Nova Era na Corrida

Maratona de Londres 2026 quebra a barreira de 2 horas com Sabastian Sawe e estabelece novos recordes em diversas categorias, impulsionada por tecnologia, clima ideal e ciência.

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Maratona de Londres 2026: Recordes Quebrados e Nova Era na Corrida

A Maratona de Londres de 2026 não apenas testemunhou a quebra da mítica barreira de duas horas, mas também inaugurou uma nova era na corrida de rua. Especialistas atribuem esse feito histórico à combinação de avanços tecnológicos, condições ambientais ideais e conhecimento científico.

O queniano Sabastian Sawe liderou a revolução ao se tornar o primeiro homem a completar uma maratona oficial em menos de duas horas, com o tempo de 1:59:30. Logo em seguida, o etíope Yomif Kejelcha também rompeu a barreira, marcando 1:59:41 em sua estreia, o que representa o recorde de estreia mais rápido da história.

A etíope Tigst Assefa reescreveu os livros de recordes femininos ao vencer com 2:15:41, superando seu próprio recorde mundial em provas exclusivamente femininas. No cenário de atletas cadeirantes, os suíços Marcel Hug (1:24:13) e Catherine Debrunner (1:38:29) estabeleceram novos recordes. O britânico Richard Whitehead também se destacou, quebrando seu recorde pessoal para amputados bilaterais de joelho com próteses especiais (cheetahs), com o tempo de 2:40:25.

Além das performances de elite, a maratona celebrou 38 títulos de recordes do Guinness World Records e se consolidou como a maior do mundo, com 59.830 participantes.

Especialistas como Enrico Puggina, da USP, e Adriano Lima-Silva, da UTFPR, preveem um aumento no número de atletas superando a marca de duas horas, impulsionado pela disseminação do conhecimento e pela motivação gerada ao vencer barreiras.

A temperatura amena em Londres, em torno de 11°C, o vento favorável e a baixa umidade foram fatores cruciais para o desempenho excepcional. Fabio Gonçalves, biometeorologista da USP, confirmou que 11°C é a temperatura ideal para maratonistas.

A tecnologia, especialmente os tênis com placa de carbono, como o Adidas Adizero Adios Pro Evo 3, e a suplementação avançada, também desempenharam um papel vital. Estes tênis, com design que inclui placa de carbono curva e espuma ultraleve, oferecem maior eficiência energética, funcionando como um "trampolim" que transfere melhor a energia do corredor.

Nutricionistas como Cristiane Perroni e especialistas em fisiologia do esforço, como Benedito Denadai, da Unesp, destacam a complexidade da dieta e hidratação dos atletas de elite, que envolvem esquemas pré-prova detalhados e consumo elevado de carboidratos e suplementos como bicarbonato de sódio.

O debate sobre os limites éticos e regulatórios do "doping tecnológico" ganha força, com a comunidade esportiva atenta à evolução das regras para o uso de tecnologias como as placas de carbono.

A Maratona de Londres 2026 se firma como um marco, demonstrando a sinergia entre capacidade atlética, inovação tecnológica e condições ideais, abrindo um novo capítulo na história da corrida.

Fonte: O Globo

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