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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Haddad critica pesquisas e fala em 'lavagem cerebral'

Em evento na Força Sindical, ex-ministro Fernando Haddad classifica empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas como "inadmissível" e critica derrotas do governo no Congresso.

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Haddad critica pesquisas e fala em 'lavagem cerebral'

O ex-ministro da Educação e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou nesta sexta-feira (2) o cenário das pesquisas eleitorais que apontam um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial. Em discurso na sede da Força Sindical, em São Paulo, Haddad afirmou que o que se vê nas pesquisas é "inadmissível" e só pode ser explicado por uma "lavagem cerebral coletiva".

"O contraste é tão grande, tão grande, que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação impossível entre dois personagens (Lula e Flávio) da história do Brasil", declarou Haddad, em evento comemorativo ao Dia do Trabalhador.

Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril, Flávio Bolsonaro aparece com 42% das intenções de voto para um eventual segundo turno, enquanto Lula marca 40%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, configurando um empate técnico.

Haddad também comentou as recentes derrotas do governo Lula no Congresso Nacional. Para ele, a rejeição da indicação de Jorge Messias para a AGU e a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria foram "derrotas no combate à corrupção".

"Eu sou da opinião que essa derrota, essa dita derrota no Congresso, foi uma derrota do combate à corrupção", afirmou Haddad a jornalistas. Ele sugeriu que pode haver uma articulação para garantir a "impunidade daqueles responsáveis por alguns escândalos recentes no Brasil".

O ex-ministro lamentou as decisões do Congresso, as quais classificou como "desfaçatez dos criminosos envolvidos", e defendeu que as responsabilidades em escândalos sejam apuradas.

O evento contou com a presença das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), pré-candidatas ao Senado. Haddad avaliou a formação da chapa em São Paulo como um "bom problema", destacando a qualidade dos quatro ex-ministros de Lula que se postulam a cargos no estado.

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