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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Governo libera R$ 2,3 bilhões em emendas antes de derrota de Messias no STF

Governo liberou R$ 2,3 bilhões em emendas ao Senado em abril, período que antecedeu a rejeição de Jorge Messias ao STF. Verba contemplou senadores da base e oposição, incluindo nomes que evitaram declarar apoio. Ações não impediram a derrota do indicado.

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Governo libera R$ 2,3 bilhões em emendas antes de derrota de Messias no STF

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liberou R$ 2,3 bilhões em emendas parlamentares ao Senado nas duas semanas anteriores à rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A verba foi empenhada entre 10 de abril, um dia após a sabatina de Messias, e a última quarta-feira, data em que o nome do advogado-geral da União foi barrado por 42 votos contrários.

O levantamento, que inclui emendas individuais, de comissões do Senado e de comissão mista do Congresso, mostra que senadores da oposição e da base governista foram contemplados. Entre os mais beneficiados está Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Messias na CCJ, que recebeu R$ 58,2 milhões em emendas individuais, além de indicações em emendas de comissão.

Senadores da oposição como Romário (PL-RJ), Wellington Fagundes (PL-MT) e Marcos do Val (Avante-ES) também figuram entre os dez mais contemplados. Fagundes e Do Val haviam declarado voto contrário a Messias, enquanto Romário não havia se posicionado.

Apesar da liberação de verbas, o governo não conseguiu aprovar a indicação de Messias, que foi rejeitado por 42 votos a 34. O resultado evidenciou divisões na base aliada, com senadores como Cid Gomes (PSB-CE) ausentes da votação. Gomes, que não adiantou seu posicionamento, viu o governo empenhar R$ 54,1 milhões em suas emendas individuais no período.

O empenho de recursos, primeira fase da despesa pública, foi significativamente maior em abril de 2026 do que em anos anteriores. Em 2025, o governo federal não realizou empenhos em período similar, devido à aprovação tardia do Orçamento. Em 2024, o desembolso em abril foi de R$ 2 bilhões (reajustados pela inflação), e em 2023, a quantia foi de R$ 7,9 milhões.

A liberação de emendas também beneficiou senadores do MDB, como Eduardo Braga (AM) e Renan Calheiros (AL), que haviam prometido votar a favor de Messias. Após a derrota, Renan Calheiros negou especulações de que ele, Braga e Renan Filho (MDB-AL) teriam votado contra o indicado.

Omar Aziz (PSD-AM), aliado de Lula, também foi contemplado com emendas antes da votação, após ter evitado declarar sua posição. A articulação para barrar a indicação de Messias é atribuída ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Senadores relataram que Alcolumbre contatou parlamentares de centro, oposição e indecisos pedindo voto contrário. No dia da sabatina, Alcolumbre recebeu R$ 15,5 milhões em emendas individuais.

Minutos antes da votação, Alcolumbre previu a derrota de Messias por oito votos. Em nota, ele afirmou ter apenas opinado sobre o placar a pedido do líder do governo, Jaques Wagner (PT), reiterando sua experiência em votações.

Fonte: O Globo

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