A Petrobras anunciou um aumento de 19,2% no preço do gás canalizado para distribuidoras, com validade a partir desta sexta-feira. O reajuste, que impacta residências, comércios e o GNV (gás natural veicular), reflete a variação do dólar e do petróleo entre fevereiro e abril. O gás de botijão (GLP) não está incluído nesta alta, pois possui regras de precificação distintas.
Este é o primeiro aumento desde fevereiro, quando o preço do gás canalizado sofreu uma redução de 11%. A Petrobras e as distribuidoras negociaram o novo valor em um cenário incomum, segundo fontes de mercado. O preço final ao consumidor envolve outros custos, como transporte, margens das distribuidoras, postos de revenda e tributos.
A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Natural (Abegás) estimava um aumento de 20% e alertou para possíveis novas altas de até 35% em agosto. A entidade pediu medidas do governo para mitigar os impactos, comparando a situação com as ações já tomadas para diesel, GLP e querosene de aviação.
"A gente não tem margem, não tem lastro para conseguir suportar um aumento dessa magnitude", afirmou Marcelo Mendonça, diretor-executivo da Abegás, criticando a desoneração de combustíveis concorrentes e mais poluentes.