O Fluminense anunciou nesta quinta-feira (30) seu balanço financeiro referente a 2025, registrando uma receita bruta recorde de R$ 1 bilhão. Apesar do faturamento histórico, a dívida do clube permaneceu no mesmo patamar, atingindo R$ 1,43 bilhão.
A gestão tricolor destacou o superávit pelo quarto ano consecutivo e um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorde. O expressivo aumento na receita, de 285%, foi impulsionado principalmente pelas premiações de performance, que saltaram de R$ 68 milhões para R$ 363 milhões, graças à participação na Copa do Mundo de Clubes.
Os direitos de transmissão também apresentaram crescimento, passando de R$ 98 milhões para R$ 162 milhões. Patrocínios e licenciamento subiram de R$ 78 milhões para R$ 132 milhões, enquanto a renda de bilheteria aumentou de R$ 29 milhões para R$ 43 milhões.
A diretoria considera a situação financeira equilibrada, com o crescimento da receita superando o da dívida em 20%. O clube ressaltou a renegociação de dívidas para o médio e longo prazo, sem impactar o fluxo de caixa, e a importância do Regime Centralizado de Execuções (RCE) para evitar penhoras e bloqueios.
O passivo a descoberto, diferença entre receita e dívida, foi reduzido de R$ 600 milhões em 2019 para R$ 21 milhões. A dívida com o maior peso é a tributária, com quase R$ 470 milhões, seguida pelos investimentos em contratação de jogadores, que representam ativos esportivos e econômicos.