Manifestações convocadas por grupos de direita na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta sexta-feira, 1º de maio, foram esvaziadas e marcadas por confusões. O evento, que reuniu menos de uma centena de pessoas, terminou antes do horário previsto.
O grupo "Patriotas do QG", que organizou o ato, não contou com a presença de lideranças conservadoras de destaque. O trio elétrico exibia bonecos do ex-presidente Bolsonaro e um "Tio Sam" com vestimentas que misturavam as bandeiras americana e brasileira. Faixas com os dizeres "Flávio presidente, Bolsonaro livre e Supremo é o povo" também estavam presentes.
A manifestação, que havia sido comunicada à Prefeitura e à Polícia Militar com antecedência para ocorrer das 11h às 17h, foi marcada por confrontos com pedestres. Por volta das 13h, gritos de "sem anistia" e provocações foram direcionados aos manifestantes. Uma jovem de 19 anos discutiu com integrantes do grupo, e outra mulher, que preferiu não se identificar, foi empurrada e caiu, machucando a orelha. A vítima relatou a intenção de registrar boletim de ocorrência. A mulher precisou ser retirada pela polícia após o incidente.
A permissão da Prefeitura para o ato de direita no Dia do Trabalho frustrou movimentos de esquerda que tradicionalmente ocupam o local na data.
Fonte: O Globo