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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Shakhtar Donetsk: Força e Resiliência em Meio à Guerra Ucraniana

O Shakhtar Donetsk supera desafios logísticos e emocionais da guerra ucraniana, mantendo sua identidade e competitividade no futebol europeu. Clube busca glórias esportivas e serve como ponto de conexão para ucranianos no exterior.

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Shakhtar Donetsk: Força e Resiliência em Meio à Guerra Ucraniana

Apesar da guerra na Ucrânia, o Shakhtar Donetsk demonstra extraordinária resiliência, equilibrando a busca por glórias esportivas com os desafios impostos pelo conflito. A equipe enfrenta uma rotina extenuante, com viagens de 18 horas de ônibus e estadias em abrigos antibombas, tudo isso enquanto o espaço aéreo permanece fechado.

O diretor esportivo Darijo Srna, ex-capitão do clube, destacou a singularidade da situação. "Você não vai encontrar no mundo um treinador ou uma equipe médica que saiba como recuperar jogadores após 18 horas na estrada", afirmou à BBC, enfatizando a força mental necessária para lidar com as adversidades.

Desde 2014, o Shakhtar vive como um clube itinerante, mandando jogos em diferentes cidades ucranianas e disputando partidas europeias em países como Alemanha e Polônia após a invasão russa em 2022.

Para milhões de ucranianos espalhados pelo mundo, os jogos do Shakhtar se tornaram um elo vital com o país de origem. O CEO Sergei Palkin ressaltou que a presença de torcedores, majoritariamente ucranianos, vindos de diversos países, em partidas como a de Cracóvia, proporciona uma conexão crucial com a pátria.

Sob o comando de Arda Turan, o Shakhtar busca seu segundo título europeu, após a conquista da antiga Copa da UEFA em 2008-09. A campanha atual, que os levou às semifinais após eliminar adversários como Lech Poznan e AZ Alkmaar, reforça a competitividade do time e traz um alento positivo em meio a um período de constantes notícias negativas para a Ucrânia.

Conhecido por sua estratégia de revelar talentos brasileiros, o Shakhtar manteve seu modelo de contratar jovens promessas, desenvolvê-las e vendê-las para grandes clubes europeus, revelando nomes como Fernandinho, Douglas Costa e Willian. Apesar da saída de jogadores estrangeiros e ucranianos após a invasão, o clube tem reconstruído seu elenco com foco em talentos locais e, atualmente, conta com 12 jogadores brasileiros, mantendo a sua conexão com o mercado sul-americano.

"Perdemos nossa casa, mas não nossa identidade. Seguimos nossos procedimentos, nosso modelo, aquilo que estamos construindo", declarou Palkin, ressaltando o orgulho pela união e força da equipe. O sucesso esportivo, segundo ele, possui um papel simbólico fundamental para o moral do país e de seu povo em meio à guerra.

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