O Senado Federal rejeitou nesta quinta-feira (30/04/2026) a indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, que impediu a nomeação do jurista para a Corte, gerou intensa repercussão nas redes sociais, com mais de 1,2 milhão de menções em 24 horas, segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque. A direita foi o grupo com maior participação nas discussões online.
Messias recebeu 34 votos a favor e 42 contrários, uma derrota para o governo. O pico de menções ocorreu por volta das 20h de quarta-feira, próximo ao anúncio do resultado da votação. Hashtags como #VotouMessiasPerdeuEleição e #MessiasNão ganharam destaque. Parlamentares e representantes da direita criticaram a indicação, enquanto o governo lamentou a decisão.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o Senado "evitou que a esquerda e o PT aparelhassem ainda mais o Estado e a Justiça". Sergio Moro (PL) defendeu um STF "independente de Lula e do Poder Executivo". Do lado do governo, o ministro Guilherme Boulos (PSOL) disse que "o Senado sai menor desse episódio lamentável", e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou a oposição de criar uma "crise institucional" para se blindar de escândalos.
Em paralelo, a derrubada do veto presidencial ao PL da dosimetria também movimentou as redes, mas em menor escala, com 142 mil menções.