O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, um novo recorde histórico. O valor representa um acréscimo real de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE.
Este é o segundo trimestre consecutivo em que o salário médio supera os R$ 3,7 mil. No trimestre anterior, o rendimento foi de R$ 3.702. Comparado ao final de 2025, houve uma expansão de 1,6%.
O aumento do salário mínimo no início de 2026, fixado em R$ 1.621, contribuiu para esse resultado. Além disso, a redução de 1 milhão de trabalhadores informais em comparação com o trimestre anterior elevou a média salarial dos ocupados.
O comércio e a administração pública foram os setores com aumento médio de salários. O comércio registrou alta de 3% (R$ 86 a mais), e a administração pública, 2,5% (R$ 127 a mais).
A massa de rendimento dos trabalhadores também alcançou um recorde, totalizando R$ 374,8 bilhões. Esse montante representa um crescimento de 7,1% acima da inflação em relação ao primeiro trimestre de 2025, injetando R$ 24,8 bilhões a mais na economia.
A pesquisa do IBGE também apontou o menor índice de desemprego para o período, registrando 6,1%. A taxa de informalidade caiu para 37,3%, a menor desde o início da série histórica em 2012.
A proporção de trabalhadores contribuintes para a previdência também atingiu o maior patamar, com 66,9% dos ocupados. A queda na informalidade é o principal fator para esse aumento, já que trabalhadores informais tendem a contribuir menos para a previdência.
Fonte: Agência Brasil.