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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Derrota no Senado abala relação de Lula com Casa; governo foca em agenda com Câmara

Derrota na indicação de Jorge Messias ao STF abala relação do governo Lula com o Senado. Planalto aposta em Arthur Lira para avançar agenda na Câmara até as eleições, enquanto PT discute reedição de campanha contra o Congresso e avalia movimentações de Rodrigo Pacheco em Minas Gerais.

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Derrota no Senado abala relação de Lula com Casa; governo foca em agenda com Câmara

A base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com pessimismo à derrota imposta pelo Senado à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O Planalto avalia que o momento não é propício para retaliar o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e busca alternativas para manter a governabilidade.

Nesse cenário, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), surge como figura-chave para o avanço de pautas prioritárias no Congresso até as eleições de outubro. A avaliação é que Lira pode atuar em sintonia com o Palácio do Planalto, apesar de sua relação ser vista como de 'morde e assopra'.

Petistas pressionam pela reedição da campanha 'Congresso Inimigo do Povo', lançada após a derrubada do decreto de ampliação do IOF no ano passado. A estratégia visa mobilizar a militância em manifestações nas ruas e redes sociais contra o Congresso, considerada mais eficaz do que retaliações diretas ao Senado.

O rompimento com o Senado é dado como certo por parte do PT, que defende a pressão popular por iniciativas governistas, como mudanças na escala de trabalho 6x1. Na Câmara, aliados do governo veem em Lira um potencial articulador para a pauta, citando como exemplos positivos a aprovação de Odair Cunha como ministro do TCU e a escolha de Alencar Santana para presidir a comissão especial da PEC 6x1.

"A conjuntura vai levar o Arthur Lira a estar mais conosco, a pauta do país, o que Lula defende, por causa da questão da Paraíba", afirmou o deputado Jilmar Tatto (PT-SP).

Outra ala do PT, no entanto, considera Lira parte da crise. Petistas veem a atuação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) na derrota de Messias e acreditam que Lira não age desalinhado com o senador, visto como um de seus padrinhos políticos.

Apesar das críticas a Alcolumbre, a retirada de cargos indicados por ele dependerá de avaliação minuciosa do governo, com foco em manifestações contra a cúpula do Congresso.

A derrota de Messias também gera desconfiança em relação ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Embora seu partido tenha apoiado o indicado de Lula, Pacheco evitou se posicionar publicamente. O PT suspeita que ele não apoie Lula em Minas Gerais e já analisa alternativas para a candidatura ao governo do estado, como Reginaldo Lopes (PT) e Alexandre Kalil (PDT).

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), expressou surpresa com o resultado. "Para mim foi uma surpresa, estávamos esperando 44 ou 45, mas cada um vota com sua consciência.", declarou.

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