A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) avançou com articulação política intensa no Senado, apoiada por ministros da Corte e lideranças evangélicas. O processo começou com diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que sinalizou não obstruir a tramitação. O governo, liderado por Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues, com apoio de Rodrigo Pacheco, intensificou os esforços políticos. Ministros do STF, como Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques, expressaram apoio à indicação. André Mendonça atuou como interlocutor junto a setores conservadores. Um jantar com cerca de 38 senadores, organizado por Lucas Barreto, serviu como termômetro do apoio. Messias circulou no evento acompanhado de Otto Alencar e Jaques Wagner. O segmento evangélico também foi crucial, com apoio de lideranças como o apóstolo Stevan Hernandes e o bispo César Augusto. Eliziane Gama atuou na interlocução com parlamentares religiosos. Silas Malafaia, embora com vertente diferente, não se opôs à indicação, evitando resistência. Messias aguarda sabatina com projeção de 48 votos favoráveis, mas parte do apoio permanece indefinida, focando em parlamentares de centro e do Centrão. A votação secreta pode facilitar a migração de votos.
POLÍTICA
Rede de Apoio Articula Nome de Messias para o STF
Articulação entre Planalto, STF e lideranças evangélicas impulsiona nome de Jorge Messias para o Supremo. Ministros e parlamentares se envolvem na costura política para garantir aprovação.