A Microsoft anunciou um lucro líquido de US$ 31,8 bilhões no terceiro trimestre fiscal de 2026, um aumento de 23% em relação ao ano anterior. O resultado, impulsionado pelo crescimento de 39% na receita do negócio de nuvem Azure, superou levemente as expectativas do mercado. No entanto, a performance da unidade de nuvem, que cresceu pouco acima das projeções de analistas, gerou apreensão entre investidores sobre a capacidade da empresa de capitalizar a alta demanda por serviços de inteligência artificial.
O lucro por ação avançou de US$ 3,46 para US$ 4,27. O lucro operacional atingiu US$ 38,4 bilhões, 20% a mais que no mesmo período do ano anterior. A receita total da companhia somou US$ 82,9 bilhões, com alta de 18%.
Apesar do desempenho positivo, a Microsoft enfrenta desafios para expandir rapidamente sua capacidade de data centers e suprir a demanda crescente por serviços de IA. O investimento em data centers, medido pelo gasto de capital, ficou em US$ 31,9 bilhões, abaixo da estimativa média dos analistas. As ações da empresa registraram queda após a divulgação dos resultados, acumulando desvalorização de 12% no ano, refletindo preocupações com a adoção do Copilot e a solidez do negócio Office.
Em comunicado, o CEO Satya Nadella destacou que o negócio de inteligência artificial da Microsoft já gera uma receita anualizada de US$ 37 bilhões, mais que o dobro do ano anterior. A empresa tem focado na comercialização da IA, inclusive com a ferramenta Copilot, buscando impulsionar as vendas após uma recepção mista de Wall Street sobre a adoção paga do software.