Um tribunal argentino determinou que duas irmãs de Maradona, seu ex-advogado Matías Morla e outras três pessoas irão a julgamento por "administração fraudulenta" da marca do craque. A decisão, anunciada nesta terça-feira, acusa os réus de lesar os herdeiros legítimos de Maradona, seus cinco filhos.
A denúncia, apresentada pelas filhas Dalma e Gianinna, alega que Morla e seus assistentes lucraram indevidamente com a exploração da marca "Diego Maradona" e seus derivados. Segundo a investigação, Morla criou a empresa "Sattvica S.A." em 2015, a mando do jogador, para gerenciar as marcas registradas e proteger seu patrimônio de autoridades fiscais italianas. Após a morte de Maradona em novembro de 2020, Morla teria transferido ações da empresa para as irmãs Rita e Claudia Maradona, em vez de repassá-las aos filhos.
O advogado Félix Linfante, que representa Jana Maradona, uma das filhas do craque, afirmou que a marca foi avaliada em cerca de 100 milhões de dólares. O tribunal emitiu uma medida cautelar para que os réus cessem a exploração das marcas.
O caso corre em paralelo a outro julgamento que apura a responsabilidade de profissionais de saúde na morte de Maradona. Rita Maradona prestou depoimento nesta terça-feira no processo sobre os cuidados médicos do irmão.