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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Copom decide taxa Selic hoje com mercado prevendo corte de 0,25 ponto

Mercado espera corte de 0,25 ponto na Selic, mas conflito no Irã e pressão inflacionária geram cautela. Especialistas preveem ciclo de juros mais lento.

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Copom decide taxa Selic hoje com mercado prevendo corte de 0,25 ponto

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define nesta quarta-feira (29) a nova taxa básica de juros, a Selic. O mercado financeiro aposta em uma redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 14,75% para 14,50%. A expectativa persiste mesmo diante de incertezas econômicas e da pressão inflacionária ligada ao conflito no Irã.

A maioria das 86 instituições consultadas pelo Valor Data prevê o corte. A decisão ocorre após o Banco Central ter iniciado um ciclo de reduções em março, quando a Selic estava em 15%. Na época, o Copom optou por não sinalizar os próximos passos, para avaliar os impactos do conflito no Oriente Médio. Agora, espera-se que a autoridade monetária reforce sua atenção à evolução da guerra e seus efeitos na inflação.

A prévia da inflação de abril, o IPCA-15, mostrou forte alta nos combustíveis, refletindo o aumento do petróleo. O indicador acumulado em 12 meses atingiu 4,37%, próximo ao teto da meta do BC. Especialistas acreditam que os efeitos secundários do conflito no Irã podem levar a uma redução mais lenta da Selic até o fim do ano.

Analistas de instituições como BTG Asset Management e Inter Asset indicam que, apesar da inflação corrente e das expectativas terem piorado, as expectativas de inflação mais longas seguem estáveis, o que preserva a credibilidade da política monetária. O Banco Central tem como meta de inflação 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Com o conflito no Oriente Médio, previsões para a Selic no fim de 2026 foram ajustadas. Algumas casas que antes estimavam a taxa em 12% agora preveem 13,5%, devido ao impacto inflacionário do choque de oferta do petróleo. O Banco Central busca guiar a política monetária pela evolução dos dados e pela clareza sobre os efeitos do conflito.

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