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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Comitê da Meta aponta falhas de transparência nas eleições brasileiras

Comitê independente da Meta aponta falta de transparência da empresa em falhas que afetaram conteúdos políticos nas eleições brasileiras de 2022.

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O Comitê de Supervisão de Conteúdo da Meta afirmou nesta terça-feira (20) que a empresa falhou em manter transparência suficiente para afastar suspeitas de interferência nas eleições presidenciais de 2022, disputadas por Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

Segundo o órgão independente, problemas que afetaram a produção e a distribuição de conteúdos ligados a Lula deveriam ter sido encaminhados a uma equipe interna especializada. O comitê também cobrou métricas públicas capazes de medir a eficácia das medidas adotadas pela empresa para proteger a integridade eleitoral.

O documento afirma que falhas de moderação em períodos eleitorais podem ocorrer tanto por excesso, restringindo a expressão política, quanto por insuficiência, comprometendo a integridade do pleito. Na avaliação apresentada, o caso brasileiro se enquadra no primeiro tipo.

O comitê também citou a remoção de publicações do movimento “No Kings”, nos Estados Unidos, e afirmou que a Meta ainda precisa cumprir o compromisso assumido em 2025 de ampliar a liberdade de expressão e reduzir erros em eleições e debates políticos.

Na segunda-feira (19), manifestantes e apoiadores de Lula protestaram em frente à sede da Meta, em São Paulo. A mobilização ocorreu no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 24 horas para a empresa comprovar o cumprimento de uma decisão sobre isonomia na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais no segundo turno.

A Meta reconheceu na sexta-feira (16) falhas que afetaram conteúdos relacionados a Lula, mas negou favorecimento político e pediu o arquivamento de uma representação no TSE. A empresa atribuiu o problema a uma falha técnica global e afirmou que a distribuição dos conteúdos do então candidato ficou acima do padrão naquele dia.

Um estudo da Universidade Federal do Paraná analisou oito incidentes envolvendo plataformas digitais durante a eleição e identificou efeitos em prejuízo à campanha de Lula ou a conteúdos críticos a Flávio Bolsonaro em seis deles. Os pesquisadores disseram, porém, que os dados públicos não permitem afirmar que houve interferência deliberada das empresas.

Fonte: O Globo

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