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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Banco Central corta juros para 14,5% em meio a incertezas globais

Comitê de Política Monetária reduz a taxa Selic para 14,5% ao ano pela segunda vez seguida. Decisão ocorre em meio a incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio e seus reflexos na inflação.

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Banco Central corta juros para 14,5% em meio a incertezas globais

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,5% ao ano. A decisão, já esperada pelo mercado, marca a segunda vez consecutiva que os juros básicos da economia são cortados. A reunião ocorreu em um cenário de apreensão internacional devido à guerra no Oriente Médio, cujos efeitos sobre os preços de combustíveis e alimentos já se mostram sentidos. A inflação, medida pelo IPCA-15, acelerou para 0,89% em abril, pressionando o índice acumulado de 12 meses para 4,37%. O Copom ressaltou em nota o monitoramento da guerra e seus potenciais impactos na inflação, indicando que as projeções atuais apresentam distanciamento da meta e que a incerteza sobre a duração do conflito eleva os riscos. O BC trabalha com uma meta de inflação de 3% para 2026, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. As previsões do mercado, segundo o boletim Focus, são mais pessimistas, projetando o IPCA em 4,86% para o final do ano. A redução da Selic tende a baratear o crédito e estimular a economia, mas pode dificultar o controle inflacionário. As projeções de crescimento econômico para 2026 apontam para 1,85% segundo analistas de mercado. A taxa Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.

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