Mulheres com carteira assinada no Brasil ganham, em média, 21,3% menos que homens. A diferença salarial aumentou em relação a relatórios anteriores. Os dados são do 5º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A massa de rendimentos das mulheres subiu, mas ainda é insuficiente para equiparar à sua participação no mercado de trabalho. Segundo o MTE, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões para alcançar essa equivalência.
Em 2025, o salário médio de admissão para mulheres foi 14,3% menor que o dos homens. Na remuneração geral, elas recebem R$ 3.965,94 mensais, enquanto os homens ganham R$ 5.039,68.
Apesar da disparidade salarial, a participação feminina no mercado formal cresceu. Entre 2023 e 2025, 800 mil novas vagas foram ocupadas por mulheres, totalizando 8 milhões de trabalhadoras. O emprego de mulheres negras teve um aumento de 29% no mesmo período.
O relatório também aponta avanços em políticas internas das empresas, como jornada flexível, auxílio-creche e licenças estendidas. A Lei da Igualdade Salarial, em vigor desde 2023, exige que empresas com 100 ou mais empregados adotem medidas para reduzir a desigualdade salarial e aumentar a transparência.
A desigualdade salarial entre gêneros tem aumentado progressivamente. A diferença era de 19,4% em março de 2024 e alcançou 21,3% em novembro de 2025.