A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, registrou alta de 0,89% em abril, impulsionada principalmente pelos preços de alimentos e combustíveis. O resultado é o maior para o mês desde fevereiro de 2023, quando o índice atingiu 1,23%.
Os dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (28) mostram que, em 12 meses, a inflação acumulada é de 4,37%. O grupo de transportes teve a maior variação mensal, com 1,34%, puxado pela alta de 6,23% na gasolina e de 16% no óleo diesel. A alta nos combustíveis reflete o cenário de instabilidade no Oriente Médio, com conflitos impactando a produção e o transporte de petróleo.
A alimentação também contribuiu para o aumento da inflação, com destaque para a alta de 1,77% nos alimentos consumidos em casa. Itens como cenoura (25,43%), cebola (16,54%) e leite longa vida (16,33%) apresentaram as maiores variações. A alimentação fora do domicílio também subiu, registrando 0,70%.
O economista Felipe Queiroz, da Apas, explica que a entressafra de alguns produtos, como o leite, contribui para a elevação dos preços dos alimentos. Medidas do governo para conter a alta dos combustíveis, como isenções fiscais, têm surtido efeito limitado, segundo Queiroz.
O IPCA-15 utiliza metodologia similar à do IPCA, a inflação oficial do país, mas com um período de coleta de preços diferente. O índice completo de abril será divulgado em 12 de maio.