O fundador da Tesla, Elon Musk, testemunhou em tribunal que está processando a OpenAI e seus cofundadores, Sam Altman e Greg Brockman, por transformar a organização de caridade em uma empresa com fins lucrativos. Musk alega que essa mudança estabelece um precedente perigoso para outras instituições filantrópicas.
"Não é certo roubar uma instituição de caridade", declarou Musk a um júri federal em Oakland, Califórnia, nesta terça-feira. Ele argumenta que a ação de Altman e Brockman, se não considerada imprópria, criará jurisprudência para o saque de instituições de caridade nos EUA.
A OpenAI, por meio de seu advogado William Savitt, contestou a narrativa de Musk, sugerindo que o processo é uma tentativa de prejudicar um concorrente de sua própria empresa de IA, a xAI. Savitt também afirmou que o próprio Musk já defendeu a reestruturação da OpenAI como uma entidade com fins lucrativos no passado.
O julgamento, que pode definir o futuro da OpenAI e sua potencial abertura de capital, segue anos de desavenças públicas entre Musk e os fundadores da startup. Musk busca reverter a reestruturação com fins lucrativos concluída em outubro.
Durante seu depoimento, Musk detalhou seus empreendimentos e preocupações com o avanço da inteligência artificial, chegando a comparar a situação com conversas com Larry Page, do Google, sobre a segurança da IA.
O advogado de Musk, Steven Molo, alegou que Altman e Brockman usaram recursos e a reputação de Musk para lançar a OpenAI, abandonando os princípios originais para benefício próprio. A Microsoft foi apontada como cúmplice por investir na empresa.
Os advogados da OpenAI e Microsoft apresentaram e-mails e documentos que, segundo eles, mostram que Musk considerou a criação de um braço com fins lucrativos para a OpenAI e que nunca se opôs a essa ideia. A defesa de Musk, por outro lado, argumenta que seus princípios foram violados.
A decisão final sobre o caso, que inclui um veredito consultivo do júri, caberá à juíza Yvonne Gonzalez Rogers.